Arquitetura, Design, Exposição de Arte, Portugal

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia na orla de Lisboa

As curvas do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia deram ainda mais charme à uma das nossas cidades preferidas no mundo: Lisboa!

Com projeto do escritório AL_A, da britânica Amanda Levete, o design moderno do MAAT, localizado à margem do rio Tejo, se contrasta com a paisagem histórica de Belém. A sua fachada é composta de azulejos brancos, convidando os visitantes e habitantes a apreciarem o monumento enquanto caminham entre o rio e o museu.

Imagem de Amanda Levete Architects

Imagem de Amanda Levete Architects

Joel Filipe

Joel Filipe

Inaugurado no ano passado, o MAAT tem como finalidade oferecer um espaço de diálogo e discussão entre as três áreas: Artes, Arquitetura e Tecnologia, recebendo exposições nacionais e internacionais ao redor dos temas. A direção do museu está a cargo do ex-curador de arquitetura do MoMa de Nova York, Pedro Gadanho. Segundo ele, o MAAT é um museu único no mundo, uma vez que só ele oferece a intersecção entre essas três disciplinas.

No ano passado, a renomada artista francesa Dominique Gonzales-Foerster foi convidada a realizar uma intervenção especialmente para o MAAT, sobre o tema Utopia/Distopia. A exposição interativa Pynchon Park, inspirada no universo sci-fi, ocupou os mil metros quadrados da Sala Oval do museu.

Pychon Park

Bruno Lopes

Mais de 60 mil pessoas visitaram o loca no dia da inauguração, em outubro do ano passado. A incrível vista para a ponte 25 de Abril pode ser apreciada do terraço do Museu, aberto 24 horas por dia.

 

Para conhecer um pouco mais sobre o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa, assista o vídeo do cineasta Alejandro Villanueva:

Por: Michaella Kato
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Arquitetura, Especial

Arquitetura em foco: Frank Gehry

Conhecido pelo uso de formas “pós-modernas” ousadas e materiais incomuns, Frank Gehry é um dos arquitetos mais aclamados do século XX.

Fondation Louis Vuitton

Fondation Louis Vuitton

Seu escritório continua a provocar o discurso da arquitetura com projetos cada vez mais ousados e controversos. Entre seus mais recentes trabalhos estão a Fundação Louis Vuitton, em Paris, e o Biomuseo, na Cidade do Panamá.

Biomuseo, na Cidade do Panamá.

Biomuseo, na Cidade do Panamá.

Ao premiá-lo com o Pritzker em 1989, o júri comentou: “Gehry está sempre aberto a experimentações… desprendendo-se tanto da aceitação crítica como de seus sucessos anteriores. Seus edifícios são colagens justapostas de espaços e materiais que fazem o usuário apreciar tanto o teatro como os bastidores, simultaneamente revelados.”

(Via Arch Daily) 

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Arquitetura

São Paulo ganhará Centro Cultural Japonês em 2017

 

O projeto Japan House, iniciativa global do governo japonês, trará a São Paulo um novo olhar sobre o Japão contemporâneo. Com inauguração prevista para março de 2017, a Japan House terá como objetivo combinar arte, tecnologia e negócios para oferecer aos visitantes, por meio de experiências imersivas, uma perfeita tradução do Japão do século XXI – sem esquecer das raízes e das tradições. 

Fachada - Japan House

Fachada voltada para a Av. Paulista (cortesia de Divulgação)

O projeto, do arquiteto japonês Kengo Kuma, trará a São Paulo os traços que identificam seu trabalho, reconhecidos no mundo todo: o uso inovador de materiais naturais, como a madeira hinoki e o papel, para criar atmosferas leves e espaços bem iluminados.”A simplicidade aparece na funcionalidade; todo design japonês se desenvolveu baseado nisso”, comentou Kenya Hara, designer que contribuirá com o projeto.

São Paulo, Londres e Los Angeles são as três metrópoles selecionadas pelo governo japonês para receber as primeiras Japan House no mundo. São Paulo foi escolhida por algumas razões: é no Brasil — e majoritariamente em São Paulo – que vive a maior população de origem japonesa fora do Japão; e as ligações econômicas, sociais e humanas entre os dois países são fortes e a imagem do Japão no Brasil é positiva. São Paulo é, também, o principal centro econômico da América Latina e um polo importante de produção artística e cultural.

Via ArchDaily

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Arquitetura, Exposição de Arte

Roberto Burle Marx: uma vontade de beleza

Até dia 22 de março acontece na Pinacoteca de  São Paulo a exposição Uma vontade de beleza, que reúne cerca de 80 obras de Roberto Burle Marx, entre pinturas, desenhos, estudos, projetos, cerâmicas, vidros, joias e tapeçarias

.Burle Marx

Burle Marx começou a estudar pintura na década de 1920. Em 1929, foi para Berlim para tratar de um problema de visão. Na capital alemã, entrou em contato com as vanguardas europeias da primeira metade do século. “Quando ele volta, continua estudando na Escola de Belas Artes. É assistente do [pintor Cândido] Portinari. Então, isso é muito forte no começo também, a pintura que lembra muito a pintura do Portinari no período”, conta Hannud sobre o processo de formação do artista.

“Depois ele começa a experimentar com outros movimentos. O surrealismo meio à brasileira. Um pouco de Ismael Nery. Vai para vários lados até que eventualmente ele chega a uma situação muito dele”, acrescenta o curador. Alguns traços, no entanto, permeiam toda a trajetória do artista, como as influências da flora brasileira. “Desde o começo você consegue ver as mesmas formas meio ameboides que vão aparecer também no final.”

burle-marx

A mostra oferece um panorama da diversificada produção artística de Burle Marx datada de 1933 a 1989, sendo que apenas três obras são projetos paisagísticos. “A ideia da mostra é muito mais apresentar o trabalho que ele tem como artista plástico e pintor do que como paisagista.”, enfatiza o curador do museu, Giancarlo Hannud. Estão presentes, inclusive, algumas joias desenhadas por Burle Marx. “Ele desenhava as joias e o irmão dele, que era gemólogo, executava. Eram na verdade pequenas esculturas. Elas eram únicas, não havia uma produção de várias peças iguais”, destaca o curador.

Praça da Luz, 02  Tel. 11 3324-1000
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h. Às quintas até as 22h
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Arquitetura, Especial

Cem anos de Lina Bo Bardi

Lina Bo Bardi, arquiteta modernista italiana completaria 100 anos hoje, dia 5 de dezembro.
Nascida em 5 de dezembro de 1914, em Roma, formou-se na Faculdade de Arquitetura de Roma e em 1946 veio ao Brasil, naturalizando-se como brasileira.
MASP
Na página inicial do Google de hoje, a ilustração do MASP faz homenagem ao centenário da arquiteta:
Google.com

Veja algumas das suas principais obras:

– Instituto Pietro Maria Bardi, São Paulo, 1951 – originalmente a residência do casal, o edifício é conhecido como a Casa de Vidro

– Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo, 1958

– Casa da Cultura de Pernambuco, Recife, 1963

– Igreja do Espírito Santo do Cerrado, Uberlândia, Minas Gerais, 1976

– Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador

– Teatro Oficina, São Paulo, 1990.

– SESC Pompéia – Fábrica , São Paulo, 1990

– Reforma do Palácio das Indústrias, São Paulo 1992

– Reforma do Teatro Politeama, Jundiaí, 1986

“Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi este lugar para viver. Por isso, o Brasil é meu país duas vezes, é minha ‘Pátria de escolha’ e eu me sinto cidadã de todas as cidades, desde o Cariri ao Triângulo Mineiro, às cidades do interior e às da fronteira”. Lina-Bo-Bardi

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