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São Paulo do mundo inteiro!

A cidade cinza tem em seu coração todas as cores. A casca de concreto abriga as mais variadas etnias e misturas, e é essa miscelânea que diversifica e humaniza a metrópole, tornando-a única. É por isso que no aniversário de São Paulo, nossa homenagem é para essa singularidade acolhedora e peculiar paulistana! Abrigamos pessoas de todo tipo, uma essência valiosa dos nossos moradores. Para expressar nossa admiração, nada melhor que apreciar um pouco das culturas que compõem o que somos.

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Vista panorâmica da cidade de São Paulo. Foto: Joel Santana/ Pixabay

A primeira parada é uma visita ao tradicional Pátio do Colégio, no centro de São Paulo, relembrando onde tudo começou. Em 1554, uma escola de pau a pique foi construída pelos jesuítas portugueses, na intenção de catequizar os indígenas, marcando o nascimento de São Paulo de Piratininga. Com o crescimento do vilarejo, em 1556, o padre Afonso Brás e uma equipe chefiada pelo índio Tibiriçá, ergueram uma escola e uma igreja de taipa de pilão, método que consiste em misturar barro, plantas, estrume e sangue de animais. Ainda hoje é possível observar uma parede preservada que foi feita com este processo. Uma volta pelo Museu Anchieta e um respiro para contemplar a bela vista do pátio completam nossa lembrança lusitana e nativa indígena.

Pátio do Colégio. Local: São Paulo 20/01/2016 Foto Luis Blanco /A2IMG

Pátio do Colégio. Foto: Luis Blanco/A2IMG.

Outra grande comunidade acolhida por São Paulo foi a de italianos. Para ouvir o sotaque das nonas e nonos, vá até a Mooca. Conheça o Clube Atlético Juventus, fundado pela família Crespi de industriais, e a apaixonada torcida do Moleque Travesso grená (se for num dia de jogo, coma o delicioso canolli do seu Antônio!). Viaje no tempo e se sinta no início do século passado, passeando pela Henrique Dantas, uma rua de paralelepípedos que manteve as casas de três cômodos construídas pelos imigrantes e operários italianos. Lá, é possível ver senhorinhas conversando no portão, um costume de outra época.

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A fervorosa torcida grená da Mooca. Foto: www.juventus.com.br

Para quem tem interesse na cultura oriental, não poderia faltar a Liberdade. Com lamparinas típicas na Rua Galvão Bueno, a região abriga diversos restaurantes com a autêntica culinária oriental. O Aska, especializado em lamen, sopa leve com macarrão popular no Japão, é barato, gostoso e sem frescuras, assim como seria em uma casa japonesa. Já o Porque Sim tem a tradicional cozinha aberta, de onde saem pfs japoneses deliciosos com direito a missoshiro e gohan, respectivamente a sopa de massa de soja e o arroz branco. Lá é possível também alugar uma sala de karaokê, a popular atividade de lazer nipônica. Fora deste circuito, no Bom Retiro pode-se conhecer a única arena de sumô fora do Japão, e apreciar esse excêntrico esporte!

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PF japonês do Porque Sim, restaurante da Liberdade. Foto: Bel Freire/ Folhapress

E é no bairro do Bom Retiro, conhecido por ser reduto de imigrantes coreanos, foi outrora habitado pelos judeus. Um dos marcos locais é a imponente Casa do Povo, na rua Três Rios. Fundada em 1946 pela comunidade judaica progressista que se instalou na região, atualmente é um lugar de memória e centro cultural que recebe manifestações de arte contemporânea.

A região de Higienópolis, bairro histórico, com localização coringa próxima à Paulista e ao centro, é o lugar em que muitos judeus vivem hoje em dia. Para lá, levaram sua influência, construindo sinagogas e trazendo opções de comida kosher, inclusive nos arredores da badalada Praça Vilaboim.

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O bairro de Higienópolis. Foto: Marcello Orsi

A culinária é uma ótima maneira de sentir um outro povo. Recentemente, São Paulo recebeu muitos refugiados sírios, aumentando a participação árabe no nosso cotidiano. Três deles, vindos da capital síria, abriram o restaurante e doceria Damascus, em Pinheiros, na esquina da Arthur de Azevedo com a Cônego Eugênio Leite. Um outro, Nawras El Halabi, encontrou aqui a marroquina refugiada Basma, fundando o food truck Basma cozinha e cultura do Oriente Médio, no food park Quintal da Casa, no Itaim Bibi.

Finalizando, te convidamos a conhecer um pouco do que os africanos nos trouxeram de costumes. O Museu Afro Brasil, com arquitetura de Oscar Niemeyer dentro do Parque do Ibirapuera, preserva a cultura afro-brasileira por meio da exposição de objetos relacionados a esse universo. Já na Vila Madalena, a Casa das Áfricas possui um acervo de artigos, livros, imagens e galerias, que se destina ao estudo, pesquisa e promoção de atividades culturais e artísticas. Vale a pena também guardar a segunda sexta-feira do mês para apreciar uma roda de capoeira em frente ao prédio da Gazeta, na avenida Paulista, celebrando essa prática brasileira de artes marciais e dança, que simboliza a resistência dos negros.

Existem ainda muitas outras origens que permeiam a vida paulistana. Em cada detalhe da cidade, vemos um pouquinho das histórias de portugueses, ingleses, italianos, poloneses, peruanos e tantos outros. São Paulo é antropofágica e se alimenta de conhecimentos, hábitos e novos aprendizados que cada um oferece a ela. A ZAC se orgulha de ter na equipe gente de toda descendência, que contribui para sermos únicos. Que nesses 463 anos possamos comemorar nossa diversidade, explorando cada dia mais nossas virtudes e diferenças!

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