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Começa a SP-Arte/Foto, mais importante feira de fotografia do país, com programação imperdível

A 11ª edição da mais importante celebração do trabalho fotográfico no Brasil, a SP-Arte/Foto, Feira de Fotografia de São Paulo, começa nesta semana, no último andar do shopping JK Iguatemi, com a participação de 32 renomadas galerias de todo o país. Elas trazem ao evento obras que retratam o cenário moderno e contemporâneo da fotografia brasileira, com novos artistas e diálogos sobre o ato de fotografar.

Do dia 24 a 27 de agosto, mês da fotografia, a feira promoverá conversas sobre o universo fotográfico, com importantes especialistas sobre o assunto como Michael Faminghetti, editor da revista Apperture de Nova York e Simon Baker, curador chefe do departamento de fotografia da Tate Gallery de Londres. Os talks serão gratuitos e acontecerão na Vila Madalena.

Um dos destaques desta edição da SP-Arte/Foto é o escambo de fotolivros, que acontece no dia 22, na Galeria Vermelho. A ideia é realizar a troca de livros sobre fotografia e qualquer pessoa que trouxer o seu em bom estado pode participar. Além disso, a Galeria vai exibir uma Livrotecagem, organizada pela artista Denise Gadelha, com música e projeções de fotolivros pertencetes a acervos de fotógrafos, colecionadores, editores e jornalistas.

Para completar, a programação ainda conta com visitas guiadas à Feira, que acontecem no Shopping JK Iguatemi, com diversos roteiros como Fotografia Moderna e Fotojornalismo.

A SP-Arte/Foto é uma edição exclusivamente sobre fotografia da SP-Arte, um dos mais importantes eventos do mercado global de artes, criada em 2005. Ela acontece em abril e envolve instituições ligadas à arte do Brasil e do mundo.

Horários
Quinta a sábado, 24 a 26 de agosto: 14h–21h
Domingo, 27 de agosto: 14h–20h

Localização
Shopping JK Iguatemi, 3º piso
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041
São Paulo, Brasil

Entrada gratuita

Informações completas: www.sp-arte.com

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A Zac apoia o novo programa de visitas ao Banco de São Paulo!

Foi aberto no último dia 3, o programa exclusivo de visitas e exposições monitoradas à sede da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo (SELJ), um edifício histórico na Praça Antônio Prado, onde funcionou durante muitos anos o Banco de São Paulo. A Zac Imóveis, junto com a Graziella dos Imóveis e a Refúgios Urbanos, é apoiadora oficial desse novo projeto de visitações.

O programa envolve a história e a arquitetura da cidade de São Paulo: elementos que fazem parte da essência da Zac!

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foto Vinicyus Vieira

Construído entre os anos 1935 e 1938, o edífico do Banco de São Paulo foi projetado pelo arquiteto Álvaro de Arruda Botelho e é um dos mais belos e luxuosos símbolos do Art Déco paulista da época.

Nas visitas, é possível ver de perto os elementos preservados, como os cofres particulares cheios de detalhes, balcões de mármore Carrara, lustres de alabastro, relógios com esculturas, pisos com revestimentos luxuosos, além de madeiras e couros trabalhados pelo Liceu de Artes e Ofícios. Os detalhes arquitetônicos do Art Déco estão presentes em todos os espaços.

O terraço do edifício tem uma vista espetacular. É possível ver uma grande parte da cidade, do Parque Don Pedro até a Serra da Cantareira.

Vale a visita!

Datas fixas para visitação: quintas-feiras, das 8 às 10 horas
Datas fixas para exposição no cofre: segunda a quarta-feira, das 8 às 11 horas
Endereço: Praça Antônio Prado, nº 9, Centro, São Paulo-SP
E-mail para agendamento e informações: deborahturcultural@gmail.com
Mais informações: (11) 3104-8992 / 3241-5822

 

 

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As incríveis estruturas da Primeira Bienal de Bambu na China

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Em setembro do ano passado, a Primeira Bienal de Bambu aconteceu na pequena vila de Baoxi, a 12 horas de distância de Xangai. Dezoito estruturas de bambu, de tamanhos variados, projetadas por 12 arquitetos do mundo todo, foram construídas no local.

A celebração do bambu, mostra a importância da utilização desse material sustentável no design contemporâneo e na arquitetura.

Após o encerramento do evento, as estruturas permaneceram na aldeia, atraindo visitantes curisoso e servindo aos moradores e turistas.

Confira as fotos do fotógrafo Julien Lanoo.

 

 

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Arquitetura, Design, Exposição de Arte, Portugal

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia na orla de Lisboa

As curvas do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia deram ainda mais charme à uma das nossas cidades preferidas no mundo: Lisboa!

Com projeto do escritório AL_A, da britânica Amanda Levete, o design moderno do MAAT, localizado à margem do rio Tejo, se contrasta com a paisagem histórica de Belém. A sua fachada é composta de azulejos brancos, convidando os visitantes e habitantes a apreciarem o monumento enquanto caminham entre o rio e o museu.

Imagem de Amanda Levete Architects

Imagem de Amanda Levete Architects

Joel Filipe

Joel Filipe

Inaugurado no ano passado, o MAAT tem como finalidade oferecer um espaço de diálogo e discussão entre as três áreas: Artes, Arquitetura e Tecnologia, recebendo exposições nacionais e internacionais ao redor dos temas. A direção do museu está a cargo do ex-curador de arquitetura do MoMa de Nova York, Pedro Gadanho. Segundo ele, o MAAT é um museu único no mundo, uma vez que só ele oferece a intersecção entre essas três disciplinas.

No ano passado, a renomada artista francesa Dominique Gonzales-Foerster foi convidada a realizar uma intervenção especialmente para o MAAT, sobre o tema Utopia/Distopia. A exposição interativa Pynchon Park, inspirada no universo sci-fi, ocupou os mil metros quadrados da Sala Oval do museu.

Pychon Park

Bruno Lopes

Mais de 60 mil pessoas visitaram o loca no dia da inauguração, em outubro do ano passado. A incrível vista para a ponte 25 de Abril pode ser apreciada do terraço do Museu, aberto 24 horas por dia.

 

Para conhecer um pouco mais sobre o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa, assista o vídeo do cineasta Alejandro Villanueva:

Por: Michaella Kato
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Obra póstuma de Zaha Hadid, estação Napoli Afragola é inaugurada na Itália

Com a presença do primeiro ministro, Paolo Gentiloni, foi inaugurada no último dia 6, a primeira parte da estação ferroviária Napoli Afragola, na Itália. O projeto, assinado pela arquiteta Zaha Hadid, é o primeiro a ser inaugurado após a sua morte.

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Jacopo Spilimbergo

A estação servirá como porta de entrada para o sul da Itália. O serviço rodoviário conectará as cidades de Bari e Reggio Calabria com o norte do país e da Europa e permitirá acesso aos portos do sul (Gioia Tauro, Taranto, Bari, Brindisi, Palermo e Augusta).  Serão esperados, por dia, 32.700 passageiros transitando pela estação.

As largas entradas do edifício guiam os passageiros até as áreas públicas elevadas da estação, espaços comuns com lojas, cafés e restaurantes.

O saguão principal foi construído de forma a minimizar o gasto de energia: paineis solares e sistema de energia geotérmica (vinda do solo) são usados, além da luz e ventilação naturais.

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Jacopo Spilimbergo

Com 38 mil metros quadrados de extensão, o design da estação brinca com as curvas, sombras e luzes – marcas características de Hadid- projetadas pelo teto de vidro.

Zaha Hadid, aquiteta iraniana, foi a primeira mulher a conquistar o Prêmio Pritzker, chamado de “Nobel da Arquitetura”, há 13 anos atrás. Hadid falesceu em 2016 após sofrer um infarto.

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Jacopo Spilimbergo

fonte: http://www.zaha-hadid.com/

Por: Michaella Kato
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Rei Kawakubo em exposição no Metropolitan

Como acontece todo ano, a exposição de primavera do Metropolitan Museum, em Nova York, é inaugurada com um baile de gala, também considerado um dos mais importantes eventos da moda.

Neste ano, a exposição “Art of the In-Between” (A Arte do Intervalo) celebra o trabalho da estilista Rei Kawakubo, fundadora da marca Comme des Garçons (conhecida pelo coração com olhos abertos). É a primeira vez desde 1983, quando apresentou o trabalho de Yve Saint Laurent, que o museu faz uma exposição especialmente dedicada a um estilista de moda vivo.

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A mostra contém mais de cem peças de Kawakubo, que podem ser vistas até dia 4 de setembro. O ambiente da exposição, criado pela designer que negou a colaboração da equipe do museu especializada na arquitetura das exposições, é como um playground futurista. Segunda ela:

“Acharia impossível ver minhas roupas num espaço desenhado por outra pessoa. Minhas roupas e os espaços que elas habitam são inseparáveis -são como uma coisa só. Transmitem a mesma visão, a mesma mensagem e o mesmo senso de valores”

Para que fosse possível criar o espaço, foi construído, no Japão, um salão na mesma escala e características do ambiente no Metropolitan Museum.

A estilista é conhecida pelo seu trabalho avant-garde, que desafia as noções convencionais de beleza e do que é moda, abalando principalmente as padronizadas proporções estéticas femininas.

Por: Michaella Kato
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Escola de Cambridge: o desabrochar do toque feminino na arquitetura

Embora exista desde a Idade Antiga, sendo um dos pilares que propiciou a organização social da forma como a conhecemos hoje, a arquitetura foi um território dominado apenas por homens por um longo tempo. Da época dos grandes faraós até o Renascimento, essa arte foi limitada a expressar e concretizar desejos que foram desenhados e executados pelo sexo masculino. No século XX, porém, as portas começaram a se abrir para uma igualdade maior de gênero, trazendo ao cenário o tão celebrado “toque feminino”.

Embora pouco conhecida do público em geral, a Escola de Cambridge teve um papel importantíssimo no ingresso da mulher nessa área, sendo responsável por fazê-lo de forma profissional. Fundada por Henry Atherton Frost em 1915, ela começou de forma despretensiosa: Frost, então docente da Escola de Arquitetura e Paisagismo de Harvard, foi procurado pelo diretor da instituição para ser o tutor de uma de suas alunas. Proibida de ingressar em Harvard, que só aceitava homens na época, a moça precisaria de um ano de preparação para iniciar os estudos em uma outra escola de paisagismo, tempo pelo qual estaria sob os cuidados de Henry. A tutoria se tornou séria e, com o pedido de 5 outras garotas que buscavam se inserir no mesmo programa, o projeto foi ganhando ares mais sérios e logo se tornou uma escola autônoma.

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Duas mulheres com tripé na Escola de Arquitetura de Cambridge. Fonte: Smith College.

Frost era um homem à frente do seu tempo: a metodologia adotada por ele buscava uma formação que desse às mulheres plenas condições de se desenvolverem na profissão que escolheram e, por isso, as aulas de paisagismo eram ministradas juntamente às de arquitetura – um pioneirismo para a época. Além disso, como forma de complementar a formação, a escola estimulava viagens para estudo, especialmente à Europa, e também que as alunas permanecessem o maior tempo possível nas dependências da escola, aperfeiçoando seus trabalhos e fortalecendo os laços entre elas próprias.  A entrevista de aprovação, que era conduzida pelo diretor, incluía uma conversa franca sobre o mercado de trabalho, as dificuldades pelas quais as alunas passariam nele e a real disposição delas em trilhar esse caminho tão sinuoso: afinal, uma sociedade patriarcal não estava preparada para acolher uma forma plural de pensamento e execução – ainda mais no ramo da construção. Frost, ciente essa barreira cultural, buscou um caminho alternativo a essas amarras.

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Sala de aula apenas com mulheres. Fonte: Journal of the Society of Architectural Historians

O primeiro passo tomado por ele foi instruir as alunas em arquitetura doméstica. Embora essa medida pareça contraditória, já que restringia o campo de trabalho a um ramo já considerado feminino, Frost buscava transformar o ensino em um ofício, evitando que as moças se tornassem instrumentos de enriquecimento cultural inaplicável – mostrar resultados claros era fundamental para que elas pudessem se equiparar aos homens na profissão. Além disso, inserindo-as num ambiente no qual elas já são vistas como pertencentes diminuiria, pelo menos a princípio, o preconceito do qual elas seriam alvo, garantindo a elas um campo seguro de atuação. Contudo, elas sempre foram estimuladas a se aperfeiçoarem em tantas áreas quantas quisessem e, de fato, desenvolveram projetos diversos, como pavilhões, auditórios e até mesmo cidades inteiras, e algumas ganharam prestígio. Eleanor Raymond, por exemplo, dirigiu o departamento de desenho da Radar School do Massachusetts Institute of Technology.

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Eleanor Raymond à direita da foto. Fonte: Cape Ann Museum

A instituição que, paradoxalmente, sempre funcionou nos arredores de Harvard, deixou de existir em 1941. A Segunda Guerra Mundial obrigou homens a se deslocarem para o front e esvaziou as salas de aula em Harvard, o que forçou a entrada de mulheres como forma de manter um caixa saudável. Embora se tenham poucos detalhes da razão principal do fechamento de Cambridge, sabe-se que essa escola sempre passou por dificuldades financeiras, que possivelmente foram acentuadas com a já referida abertura de Harvard para o sexo feminino. Felizmente, porém, a escola deixou um legado sem precedentes: 83% das formadas solteiras e 60% das casadas estavam posicionadas no mercado de trabalho, índices considerados altos até o dia de hoje. Cumprindo seu propósito de trabalhar pela igualdade entre os gêneros, Cambridge abriu um caminho sem volta, descobrindo e lapidando talentos e permitindo que o toque feminino invadisse territórios antes frios e cinzentos.

 

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