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As incríveis estruturas da Primeira Bienal de Bambu na China

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Em setembro do ano passado, a Primeira Bienal de Bambu aconteceu na pequena vila de Baoxi, a 12 horas de distância de Xangai. Dezoito estruturas de bambu, de tamanhos variados, projetadas por 12 arquitetos do mundo todo, foram construídas no local.

A celebração do bambu, mostra a importância da utilização desse material sustentável no design contemporâneo e na arquitetura.

Após o encerramento do evento, as estruturas permaneceram na aldeia, atraindo visitantes curisoso e servindo aos moradores e turistas.

Confira as fotos do fotógrafo Julien Lanoo.

 

 

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Arquitetura, Design, Exposição de Arte, Portugal

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia na orla de Lisboa

As curvas do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia deram ainda mais charme à uma das nossas cidades preferidas no mundo: Lisboa!

Com projeto do escritório AL_A, da britânica Amanda Levete, o design moderno do MAAT, localizado à margem do rio Tejo, se contrasta com a paisagem histórica de Belém. A sua fachada é composta de azulejos brancos, convidando os visitantes e habitantes a apreciarem o monumento enquanto caminham entre o rio e o museu.

Imagem de Amanda Levete Architects

Imagem de Amanda Levete Architects

Joel Filipe

Joel Filipe

Inaugurado no ano passado, o MAAT tem como finalidade oferecer um espaço de diálogo e discussão entre as três áreas: Artes, Arquitetura e Tecnologia, recebendo exposições nacionais e internacionais ao redor dos temas. A direção do museu está a cargo do ex-curador de arquitetura do MoMa de Nova York, Pedro Gadanho. Segundo ele, o MAAT é um museu único no mundo, uma vez que só ele oferece a intersecção entre essas três disciplinas.

No ano passado, a renomada artista francesa Dominique Gonzales-Foerster foi convidada a realizar uma intervenção especialmente para o MAAT, sobre o tema Utopia/Distopia. A exposição interativa Pynchon Park, inspirada no universo sci-fi, ocupou os mil metros quadrados da Sala Oval do museu.

Pychon Park

Bruno Lopes

Mais de 60 mil pessoas visitaram o loca no dia da inauguração, em outubro do ano passado. A incrível vista para a ponte 25 de Abril pode ser apreciada do terraço do Museu, aberto 24 horas por dia.

 

Para conhecer um pouco mais sobre o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa, assista o vídeo do cineasta Alejandro Villanueva:

Por: Michaella Kato
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Obra póstuma de Zaha Hadid, estação Napoli Afragola é inaugurada na Itália

Com a presença do primeiro ministro, Paolo Gentiloni, foi inaugurada no último dia 6, a primeira parte da estação ferroviária Napoli Afragola, na Itália. O projeto, assinado pela arquiteta Zaha Hadid, é o primeiro a ser inaugurado após a sua morte.

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Jacopo Spilimbergo

A estação servirá como porta de entrada para o sul da Itália. O serviço rodoviário conectará as cidades de Bari e Reggio Calabria com o norte do país e da Europa e permitirá acesso aos portos do sul (Gioia Tauro, Taranto, Bari, Brindisi, Palermo e Augusta).  Serão esperados, por dia, 32.700 passageiros transitando pela estação.

As largas entradas do edifício guiam os passageiros até as áreas públicas elevadas da estação, espaços comuns com lojas, cafés e restaurantes.

O saguão principal foi construído de forma a minimizar o gasto de energia: paineis solares e sistema de energia geotérmica (vinda do solo) são usados, além da luz e ventilação naturais.

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Jacopo Spilimbergo

Com 38 mil metros quadrados de extensão, o design da estação brinca com as curvas, sombras e luzes – marcas características de Hadid- projetadas pelo teto de vidro.

Zaha Hadid, aquiteta iraniana, foi a primeira mulher a conquistar o Prêmio Pritzker, chamado de “Nobel da Arquitetura”, há 13 anos atrás. Hadid falesceu em 2016 após sofrer um infarto.

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Jacopo Spilimbergo

fonte: http://www.zaha-hadid.com/

Por: Michaella Kato
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Rei Kawakubo em exposição no Metropolitan

Como acontece todo ano, a exposição de primavera do Metropolitan Museum, em Nova York, é inaugurada com um baile de gala, também considerado um dos mais importantes eventos da moda.

Neste ano, a exposição “Art of the In-Between” (A Arte do Intervalo) celebra o trabalho da estilista Rei Kawakubo, fundadora da marca Comme des Garçons (conhecida pelo coração com olhos abertos). É a primeira vez desde 1983, quando apresentou o trabalho de Yve Saint Laurent, que o museu faz uma exposição especialmente dedicada a um estilista de moda vivo.

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A mostra contém mais de cem peças de Kawakubo, que podem ser vistas até dia 4 de setembro. O ambiente da exposição, criado pela designer que negou a colaboração da equipe do museu especializada na arquitetura das exposições, é como um playground futurista. Segunda ela:

“Acharia impossível ver minhas roupas num espaço desenhado por outra pessoa. Minhas roupas e os espaços que elas habitam são inseparáveis -são como uma coisa só. Transmitem a mesma visão, a mesma mensagem e o mesmo senso de valores”

Para que fosse possível criar o espaço, foi construído, no Japão, um salão na mesma escala e características do ambiente no Metropolitan Museum.

A estilista é conhecida pelo seu trabalho avant-garde, que desafia as noções convencionais de beleza e do que é moda, abalando principalmente as padronizadas proporções estéticas femininas.

Por: Michaella Kato
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Escola de Cambridge: o desabrochar do toque feminino na arquitetura

Embora exista desde a Idade Antiga, sendo um dos pilares que propiciou a organização social da forma como a conhecemos hoje, a arquitetura foi um território dominado apenas por homens por um longo tempo. Da época dos grandes faraós até o Renascimento, essa arte foi limitada a expressar e concretizar desejos que foram desenhados e executados pelo sexo masculino. No século XX, porém, as portas começaram a se abrir para uma igualdade maior de gênero, trazendo ao cenário o tão celebrado “toque feminino”.

Embora pouco conhecida do público em geral, a Escola de Cambridge teve um papel importantíssimo no ingresso da mulher nessa área, sendo responsável por fazê-lo de forma profissional. Fundada por Henry Atherton Frost em 1915, ela começou de forma despretensiosa: Frost, então docente da Escola de Arquitetura e Paisagismo de Harvard, foi procurado pelo diretor da instituição para ser o tutor de uma de suas alunas. Proibida de ingressar em Harvard, que só aceitava homens na época, a moça precisaria de um ano de preparação para iniciar os estudos em uma outra escola de paisagismo, tempo pelo qual estaria sob os cuidados de Henry. A tutoria se tornou séria e, com o pedido de 5 outras garotas que buscavam se inserir no mesmo programa, o projeto foi ganhando ares mais sérios e logo se tornou uma escola autônoma.

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Duas mulheres com tripé na Escola de Arquitetura de Cambridge. Fonte: Smith College.

Frost era um homem à frente do seu tempo: a metodologia adotada por ele buscava uma formação que desse às mulheres plenas condições de se desenvolverem na profissão que escolheram e, por isso, as aulas de paisagismo eram ministradas juntamente às de arquitetura – um pioneirismo para a época. Além disso, como forma de complementar a formação, a escola estimulava viagens para estudo, especialmente à Europa, e também que as alunas permanecessem o maior tempo possível nas dependências da escola, aperfeiçoando seus trabalhos e fortalecendo os laços entre elas próprias.  A entrevista de aprovação, que era conduzida pelo diretor, incluía uma conversa franca sobre o mercado de trabalho, as dificuldades pelas quais as alunas passariam nele e a real disposição delas em trilhar esse caminho tão sinuoso: afinal, uma sociedade patriarcal não estava preparada para acolher uma forma plural de pensamento e execução – ainda mais no ramo da construção. Frost, ciente essa barreira cultural, buscou um caminho alternativo a essas amarras.

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Sala de aula apenas com mulheres. Fonte: Journal of the Society of Architectural Historians

O primeiro passo tomado por ele foi instruir as alunas em arquitetura doméstica. Embora essa medida pareça contraditória, já que restringia o campo de trabalho a um ramo já considerado feminino, Frost buscava transformar o ensino em um ofício, evitando que as moças se tornassem instrumentos de enriquecimento cultural inaplicável – mostrar resultados claros era fundamental para que elas pudessem se equiparar aos homens na profissão. Além disso, inserindo-as num ambiente no qual elas já são vistas como pertencentes diminuiria, pelo menos a princípio, o preconceito do qual elas seriam alvo, garantindo a elas um campo seguro de atuação. Contudo, elas sempre foram estimuladas a se aperfeiçoarem em tantas áreas quantas quisessem e, de fato, desenvolveram projetos diversos, como pavilhões, auditórios e até mesmo cidades inteiras, e algumas ganharam prestígio. Eleanor Raymond, por exemplo, dirigiu o departamento de desenho da Radar School do Massachusetts Institute of Technology.

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Eleanor Raymond à direita da foto. Fonte: Cape Ann Museum

A instituição que, paradoxalmente, sempre funcionou nos arredores de Harvard, deixou de existir em 1941. A Segunda Guerra Mundial obrigou homens a se deslocarem para o front e esvaziou as salas de aula em Harvard, o que forçou a entrada de mulheres como forma de manter um caixa saudável. Embora se tenham poucos detalhes da razão principal do fechamento de Cambridge, sabe-se que essa escola sempre passou por dificuldades financeiras, que possivelmente foram acentuadas com a já referida abertura de Harvard para o sexo feminino. Felizmente, porém, a escola deixou um legado sem precedentes: 83% das formadas solteiras e 60% das casadas estavam posicionadas no mercado de trabalho, índices considerados altos até o dia de hoje. Cumprindo seu propósito de trabalhar pela igualdade entre os gêneros, Cambridge abriu um caminho sem volta, descobrindo e lapidando talentos e permitindo que o toque feminino invadisse territórios antes frios e cinzentos.

 

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360° de Isay Weinfeld: uma visão completa

Estar no topo e poder contemplar a melhor vista da cidade: um privilégio que traz inspiração e paz. É possível observar o Parque Villa Lobos, a Cidade Universitária, a Vila Madalena e o Alto da Lapa. Todos os ângulos podem ser admirados. Do alto, a cidade arredia parece tranquila. E o 360° de Isay Weinfeld permite novas perspectivas, outras ideias e a certeza de um novo dia.

Aqui, você não é apenas um morador, mas sim o protagonista de uma vida! O cenógrafo Isay coloca em seu palco toda a luz natural. O público não são pessoas, mas sim os bairros paulistanos que se organizam em uma plateia multiforme. Uma beleza para poucos…O inusitado com certeza está presente nos detalhes, na sinestesia de ver, sentir e ouvir. Na brisa gostosa que areja os cômodos numa suave corrente, no interior iluminado através dos janelões de vidro, na sonoridade tranquila de quem observa a pauliceia desvairada a seus pés. O conforto de um lar, arejado como daquelas casas de infância com quintal que nos fazem sentir livres. Ao mesmo tempo, a segurança do prédio é mesclada à funcionalidade do projeto. Aqui, vive-se a liberdade.

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Foto: Marcello Orsi

O 360° logo se distingue do resto da paisagem urbana. O todo também impressiona com a fachada que não distingue os lados. Os fragmentos, por sua vez, são variados: existem 7 tipos de apartamentos diferentes com 130, 170 e 250 metros quadrados. No total, somam-se 62 unidades distribuídas em 19 andares formando 6 arranjos distintos.

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Foto: Marcello Orsi

A genialidade de Isay permitiu que o 360° transformasse o desafio da topografia íngreme do Alto de Pinheiros em vistas de tirar o fôlego e cumprisse seu papel de proporcionar moradias vivas, diferentes entre si e com espírito livre. A obra, que ganhou prêmios internacionais como o Future Projects da conceituada revista inglesa Architectural Review, é esplêndida, tanto para leigos quanto para especialistas. Não é preciso muito para notar: o projeto já é um marco imponente na composição arquitetônica da metrópole paulista.

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São Paulo do mundo inteiro!

A cidade cinza tem em seu coração todas as cores. A casca de concreto abriga as mais variadas etnias e misturas, e é essa miscelânea que diversifica e humaniza a metrópole, tornando-a única. É por isso que no aniversário de São Paulo, nossa homenagem é para essa singularidade acolhedora e peculiar paulistana! Abrigamos pessoas de todo tipo, uma essência valiosa dos nossos moradores. Para expressar nossa admiração, nada melhor que apreciar um pouco das culturas que compõem o que somos.

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Vista panorâmica da cidade de São Paulo. Foto: Joel Santana/ Pixabay

A primeira parada é uma visita ao tradicional Pátio do Colégio, no centro de São Paulo, relembrando onde tudo começou. Em 1554, uma escola de pau a pique foi construída pelos jesuítas portugueses, na intenção de catequizar os indígenas, marcando o nascimento de São Paulo de Piratininga. Com o crescimento do vilarejo, em 1556, o padre Afonso Brás e uma equipe chefiada pelo índio Tibiriçá, ergueram uma escola e uma igreja de taipa de pilão, método que consiste em misturar barro, plantas, estrume e sangue de animais. Ainda hoje é possível observar uma parede preservada que foi feita com este processo. Uma volta pelo Museu Anchieta e um respiro para contemplar a bela vista do pátio completam nossa lembrança lusitana e nativa indígena.

Pátio do Colégio. Local: São Paulo 20/01/2016 Foto Luis Blanco /A2IMG

Pátio do Colégio. Foto: Luis Blanco/A2IMG.

Outra grande comunidade acolhida por São Paulo foi a de italianos. Para ouvir o sotaque das nonas e nonos, vá até a Mooca. Conheça o Clube Atlético Juventus, fundado pela família Crespi de industriais, e a apaixonada torcida do Moleque Travesso grená (se for num dia de jogo, coma o delicioso canolli do seu Antônio!). Viaje no tempo e se sinta no início do século passado, passeando pela Henrique Dantas, uma rua de paralelepípedos que manteve as casas de três cômodos construídas pelos imigrantes e operários italianos. Lá, é possível ver senhorinhas conversando no portão, um costume de outra época.

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A fervorosa torcida grená da Mooca. Foto: www.juventus.com.br

Para quem tem interesse na cultura oriental, não poderia faltar a Liberdade. Com lamparinas típicas na Rua Galvão Bueno, a região abriga diversos restaurantes com a autêntica culinária oriental. O Aska, especializado em lamen, sopa leve com macarrão popular no Japão, é barato, gostoso e sem frescuras, assim como seria em uma casa japonesa. Já o Porque Sim tem a tradicional cozinha aberta, de onde saem pfs japoneses deliciosos com direito a missoshiro e gohan, respectivamente a sopa de massa de soja e o arroz branco. Lá é possível também alugar uma sala de karaokê, a popular atividade de lazer nipônica. Fora deste circuito, no Bom Retiro pode-se conhecer a única arena de sumô fora do Japão, e apreciar esse excêntrico esporte!

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PF japonês do Porque Sim, restaurante da Liberdade. Foto: Bel Freire/ Folhapress

E é no bairro do Bom Retiro, conhecido por ser reduto de imigrantes coreanos, foi outrora habitado pelos judeus. Um dos marcos locais é a imponente Casa do Povo, na rua Três Rios. Fundada em 1946 pela comunidade judaica progressista que se instalou na região, atualmente é um lugar de memória e centro cultural que recebe manifestações de arte contemporânea.

A região de Higienópolis, bairro histórico, com localização coringa próxima à Paulista e ao centro, é o lugar em que muitos judeus vivem hoje em dia. Para lá, levaram sua influência, construindo sinagogas e trazendo opções de comida kosher, inclusive nos arredores da badalada Praça Vilaboim.

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O bairro de Higienópolis. Foto: Marcello Orsi

A culinária é uma ótima maneira de sentir um outro povo. Recentemente, São Paulo recebeu muitos refugiados sírios, aumentando a participação árabe no nosso cotidiano. Três deles, vindos da capital síria, abriram o restaurante e doceria Damascus, em Pinheiros, na esquina da Arthur de Azevedo com a Cônego Eugênio Leite. Um outro, Nawras El Halabi, encontrou aqui a marroquina refugiada Basma, fundando o food truck Basma cozinha e cultura do Oriente Médio, no food park Quintal da Casa, no Itaim Bibi.

Finalizando, te convidamos a conhecer um pouco do que os africanos nos trouxeram de costumes. O Museu Afro Brasil, com arquitetura de Oscar Niemeyer dentro do Parque do Ibirapuera, preserva a cultura afro-brasileira por meio da exposição de objetos relacionados a esse universo. Já na Vila Madalena, a Casa das Áfricas possui um acervo de artigos, livros, imagens e galerias, que se destina ao estudo, pesquisa e promoção de atividades culturais e artísticas. Vale a pena também guardar a segunda sexta-feira do mês para apreciar uma roda de capoeira em frente ao prédio da Gazeta, na avenida Paulista, celebrando essa prática brasileira de artes marciais e dança, que simboliza a resistência dos negros.

Existem ainda muitas outras origens que permeiam a vida paulistana. Em cada detalhe da cidade, vemos um pouquinho das histórias de portugueses, ingleses, italianos, poloneses, peruanos e tantos outros. São Paulo é antropofágica e se alimenta de conhecimentos, hábitos e novos aprendizados que cada um oferece a ela. A ZAC se orgulha de ter na equipe gente de toda descendência, que contribui para sermos únicos. Que nesses 463 anos possamos comemorar nossa diversidade, explorando cada dia mais nossas virtudes e diferenças!

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